Seminário Internacional: encerramento das atividades

04/09/15 – "Temos hoje no Brasil uma nova percepção de qualidade, que se impõe como requisito de sobrevivência para todo tipo de instituição”, afirmou o presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Gleisson Rubin, durante o encerramento do Seminário Internacional Papel do Estado no Século XXI: desafios para a gestão pública. O evento aconteceu nos dias 3 e 4 de setembro no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

Para Gleisson Rubin, a qualidade é um dos atributos imprescindíveis para a atuação da Escola, e tem sido buscada como marca distintiva. “A prestação de serviços públicos hoje no Brasil é comparada com a prestação de serviços em outras partes do mundo, o que só aumenta a nossa responsabilidade”, ressaltou ele. “Buscamos adotar um padrão de qualidade, traduzido especialmente no nível das palestras, debates e reflexões. Sem contar a parceria e o apoio das instituições com a qual nos associamos, sem as quais esse evento não seria possível”, salientou o presidente.

De acordo com a professora titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ana Célia Castro, “os seminários internacionais são momentos para lançarmos novas ideias, que serão desenvolvidas, criticadas, superadas e, criativamente, reinventadas. Os diálogos estabelecidos têm grande importância como ponto de partida para a criação de um espaço de geração e difusão de conhecimento para o setor público brasileiro”. E completou: ”o debate sobre o desafio de pensar o núcleo estratégico do Estado e sobre como ele pode enfrentar as questões estratégicas e mudar o futuro foi muito profícuo”.

Já o pesquisador sênior do Instituto Levy de Economia e diretor do Programa de Política Monetária e Estrutura Fiscal do Bard College (EUA), Jan Kregel, chamou atenção sobre como posicionar o Estado para que ele se coloque para o cidadão como princípios, e não como imposição. “Há uma contradição que não é trivial. O pressuposto da democracia é que o cidadão atue como dirigente e o Estado como agente. Contudo, na prática, o que se espera é que o Estado atue mais como dirigente do que como agente. Creio que o caminho seja no sentido de uma atuação estatal que convence o indivíduo a agir, sem se tornar um elemento externo que impõe”, salientou Jan Kregel.

Por fim, a professora de Economia da Inovação da Unidade de Pesquisa em Ciência Política da Universidade de Sussex, Mariana Mazucatto, destacou que foi muito interessante ouvir todos falarem sobre desafios. “O encontro foi incrivelmente inspirador. O Brasil deveria ter orgulho dessas organizações fascinantes, que a exemplo da Enap, promovem o debate sobre qual direção seguir, qual estrutura de governança adotar e sobre como crescer de forma inteligente e ao mesmo tempo inclusiva", finalizou a professora.

Seminário Internacional – Durante dois dias, foram realizadas sessões magnas e sessões interativas, com a participação de lideranças governamentais, pensadores nacionais e internacionais para debater o futuro do Estado e os desafios postos aos seus líderes para fortalecer a gestão pública como instrumento catalisador do processo de desenvolvimento das nações.

Voltado a gestores e altos executivos que atuam na administração pública, lideranças empresariais, acadêmicos e pesquisadores, o seminário teve por objetivo gerar reflexão, trazer conhecimentos e fomentar debates sobre temas estruturantes como sustentabilidade, regulação, modelos de desenvolvimento, inovação e governança, além de estimular a discussão de novos pressupostos e estratégias que favoreçam a ampliação da efetividade e da qualidade nos serviços públicos.

O Seminário Internacional Papel do Estado no Século XXI: desafios para a gestão pública foi promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com o apoio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP).


Confira as fotos do encerramento (favor utilizar Mozilla Firefox ou Google Chrome):