Quinta sessão magna do seminário internacional debate avanços e dificuldades do desenvolvimento

04/09/15 - Os avanços e dificuldades do desenvolvimento social e econômico do Brasil foram tema da quinta sessão magna do Seminário Internacional Papel do Estado no Século XXI: desafios para a gestão pública, realizada na manhã desta sexta-feira (4), com o tema Desafios para o desenvolvimento brasileiro.

O moderador da sessão, Gilson Bittencourt, secretário de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, abriu a discussão e destacou que hoje o Brasil é menos desigual do que na década de 60. Ele citou que o país se encontra fora do Mapa da Fome, e destacou a queda da taxa de desemprego, o fortalecimento do mercado interno e a expansão do consumo de massas. “O desafio é consolidar as conquistas dos últimos anos”, disse o secretário.

O presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Mariano Francisco Laplane, definiu os desafios como “percepções coletivas sobre onde nós queremos chegar”. Para ele, “o Brasil sonha em ser uma sociedade moderna, civilizada e mais igualitária”. As estratégias que ele defende para o desenvolvimento econômico são a criação de mercados e o aumento da quantidade e variedade de bens e serviços produzidos. Além disso, Laplane criticou a concentração da produção de conhecimento. Ele afirmou que o investimento em pesquisa e desenvolvimento é cada vez mais concentrado, não somente entre países, mas entre setores da indústria e grandes corporações. “Os historiadores do século 22 não dirão que vivemos na era do conhecimento”, ressaltou.

Em sua intervenção, Tiago Falcão, secretário extraordinário para a Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, falou sobre o desenvolvimento das políticas sociais a partir da Constituição Federal de 1988. Segundo ele, o país teve como elementos constituidores de dívida social o fim tardio da escravidão, a urbanização acelerada e não planejada, a industrialização tardia e o regime de ditadura militar. Falcão afirmou que a Constituição de 88 era criticada por conta da dimensão da proteção social e por “não caber no PIB (Produto Interno Bruto)”. Para o secretário, o Brasil avançou muito nos aspectos sociais e registrou queda nos índices de pobreza e aumento nos índices de qualidade de vida. “O Brasil é observado no mundo por conta de suas políticas sociais”, disse.

Clique aqui para acessar a apresentação do presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Mariano Francisco Laplane (Português).

Clique aqui para acessar a apresentação do secretário extraordinário para a Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tiago Falcão (Português).


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