Debates sobre desenvolvimento e inovação abrem segundo dia do Seminário Internacional
04/09/15 - Especialistas que participam do Seminário Internacional Papel do Estado no Século XXI: desafios para a gestão pública debateram, nesta sexta-feira (4), a importância da inovação tanto para a economia quanto para o setor público. O debate foi realizado durante a quarta sessão magna, com o tema Desenvolvimento e Inovação. Segundo a chefe da Assessoria Especial para a Modernização da Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Vânia Vieira – moderadora da sessão – as empresas e o setor público possuem diferentes motivações para investir na produção de novos conhecimentos e tecnologias. “Do lado econômico, tem a busca da lucratividade e de maiores fatias do mercado. Já do lado público, temos a inovação sendo introduzida em busca da melhoria dos serviços públicos e da maior legitimidade e efetividade da ação estatal”, argumentou.

Na sua palestra Governança do conhecimento: reafirmando o interesse público, o professor de Economia da UERJ e pesquisador do Instituto Levy de Economia, Leonardo Burlamaqui, destacou o papel do Estado nesse processo. Ele também defendeu que há um “desalinhamento” entre o interesse público e privado. “A regra geral da governança do conhecimento é usar o poder de supervisão, regulamentação do poder público para firmar acordos que possam promover a produção, disseminação e democratização do conhecimento”, enfatizou Burlamaqui. “O modelo de governança deve ser em direção de reafirmação do interesse público sobre o interesse privado”, complementou. O professor citou os modelos adotados nos Estados Unidos e China como boas iniciativas de financiamento público para a geração de conhecimento.

Ao participar da sessão, o professor de Economia na Universidade Paris 13, França, Benjamin Coriat, criticou o atual modelo de propriedade intelectual privada exclusiva – as chamadas patentes. De acordo com Coriat, o mundo passou por um processo de transformação nos anos 80, quando começou a “diminuição dos princípios da ciência aberta com um enfoque forte para a privatização do conhecimento”.

Benjamin Coriat destacou que é preciso encontrar outras soluções para desenvolver inovações. “Quero focar em certos arranjos institucionais que permitam uma condução cooperativa da inovação sem propriedade privada exclusiva, o que não significa sem propriedade. A ideia é estabelecer arranjos institucionais novos, em que se coloca uma cooperação entre autores para produzir inovação”, defendeu Coriat. Ele citou como exemplo de novo tipo de domínio público do conhecimento a criação dos softwares livres, que aceitam adaptações ou modificações.

Clique aqui para acessar a apresentação do professor de Economia da UERJ e pesquisador do Instituto Levy de Economia, Leonardo Burlamaqui (Português).

Clique aqui para acessar a apresentação do professor de Economia da UERJ e pesquisador do Instituto Levy de Economia, Leonardo Burlamaqui (Inglês).

Clique aqui para acessar a apresentação do professor de Economia na Universidade Paris 13, França, Benjamin Coriat (Português).

Clique aqui para acessar a apresentação do professor de Economia na Universidade Paris 13, França, Benjamin Coriat (Inglês).



Confira as fotos (favor utilizar Mozilla Firefox ou Google Chrome):